E hoje completam-se três anos, lembro-me de tudo como se
fosse ontem, mas a dor é tão grande que parece durar há muito mais tempo.
Queria poder ter mil e uma palavras para ti, mas não tenho
nenhuma, pois sinto que as gastei todas, ou se ainda não as gastei hoje não
será certamente o melhor dia para as encontrar, devido a esta angústia toda que
me consome.
Não sei se um dia te voltarei a ver, espero sinceramente que
sim. Quero poder reencontrar a tua voz, o teu sorriso, os teus abraços, as tuas
palavras, tudo o que faz parte de ti. Não sei como tenho aguentado este tempo
todo sem ti, tem sido realmente bastante complicado, tu ocupavas-me o dia todo
e de um momento para o outro sem avisares simplesmente desapareces. Bem, talvez
até tenhas avisado, talvez o teu corpo me tenha demonstrado que estava a chegar
a hora do fim, mas o amor que eu senti por ti fez com que eu não visse esses
sinais, e então naquele sábado de manhã o mundo caiu todo aos meus pés, pois tu
eras o meu mundo.
Apesar de nunca o ter-te dito, espero que saibas que te amo
mais que tudo, que para mim eras e continuas a ser um pai, que és o meu ídolo,
obrigada por tudo o que me ensinas-te, obrigada por sempre me reconheceres
mesmo quando essa doença lutava para que me esquecesses como esquecias os
outros. Ó avô, obrigada por teres-me amado tanto, jamais te irei esquecer, em
cada passo que dou, estás sempre no meu pensamento.

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